| Como Saber se Cumprem as Nossas Indicações? |
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"As minhas dúvidas são de mãe e de directora de turma/professora. Por mais que os esclareçamos, aos miúdos, como saber se estão mesmo a cumprir com as nossas indicações? É um mundo tão abstracto!!" Este artigo procura responder a esta pergunta.
Como sabemos que os nossos filhos cumprem as nossas indicações de segurança quando usam a Internet? E quando atravessam uma rua, quando andam de skate, motorizada ou automóvel? Quando ouço respostas a este tipo de pergunta relativamente à Internet, geralmente ouço respostas simplistas do tipo "da mesma maneira que o fazemos na vida real". É bem verdade, mas assim como a pergunta é demasiado genérica, o mesmo acontece com a resposta, acabando por não ser grande ajuda. No domínio da segurança online, como noutros, são inúmeros os esclarecimentos que podemos dar. Podem relacionar-se com qualquer um dos Cinco Cês (Conteúdos, Contactos, Comércio, Comportamentos, Copyright). E dentro de cada um destes, podem referir-se a outros tantos esclarecimentos. Mas vejamos se consigo dar uma ajuda.
É Como Atravessar Uma Rua
Aqui Está o Problema
56% dos pais portugueses nunca se senta com os seus filhos quando estes usam a Internet e 11% fazem-no raramente. Uma das dicas é, portanto, a de usarem a Internet com os filhos e sobre isso aconselho a leitura do artigo "7 Coisas Para Fazer Com os Seus Filhos Na Net"
Resultados Deste "Divórcio"
1 em cada 4 pais portugueses não saiba se os seus filhos já se confrontaram com conteúdos nocivos ou ilegais na Internet
"E Não Existem Programas?"
Resumindo, existem várias opções possíveis. A escolha da opção a adoptar depende dos valores de cada família, da personalidade de cada criança/jovem e também da forma como queremos educar os nossos filhos e alunos. A terminar, um alerta. Podemos dar-lhes todas as indicações e mais algumas, mas tenho sérias dúvidas que as seguirão sempre. Que nunca pisarão o risco. Que adulto pode garantir que também nunca pisou o risco em jovem?! Uma vez que considero quase impossível garantir que um jovem nunca pisará o risco, o importante é que tenham consciência das potenciais consequências que daí podem resultar. Para eles e até para terceiros. E aí surge uma outra palavra-chave importante: confiança. Como pais, temos de nos esforçar para criarmos um clima de confiança com os nossos filhos. A confiança que lhes damos e que os deve levar a não pisarem o risco, mas também para que saibam que se algo correr mal, nós somos os primeiros interessados em ajudá-los a sair dos sarilhos e não em censurá-los ou retaliar por se terem metido em sarilhos.
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